
Caro(a) professor(a),
Como vocês sabem, o Sinpro Campinas e Região iniciou em fevereiro as negociações com o Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino no Estado de São Paulo (SIEESP) para renovar a Convenção Coletiva de Trabalho da Educação Básica. Apesar de 60% das cláusulas já estarem acertadas, pontos como reajuste salarial, abonos e a manutenção de direitos conquistados – como a remuneração por atividades pedagógicas adaptadas – ainda dividem as partes. Enquanto o patronal oferece 6% de aumento (acima da inflação) e 18% de abono, os professores pressionam por melhores condições e alertam para o risco de retrocessos.
Na última rodada de negociação, em 18 de fevereiro, o debate centrou-se no índice de reajuste, fixado em 4,69% (média do INPC e da Fipe entre março de 2024 e fevereiro de 2025). A proposta em discussão prevê vigência de dois anos (2025 e 2026), mas não aceitaremos o texto sem que haja garantia de aumento real, participação nos lucros e resultados (PLR) ou um abono mais justo, além da manutenção de benefícios como cesta básica e licenças ampliadas.
Um dos principais impasses é a tentativa das escolas de retirar a cláusula 63, que assegura pagamento por atividades avaliativas adaptadas – direito conquistado em 2024. “É um absurdo estarmos discutindo isso de novo, já que ficou provado que essa cláusula impacta diretamente na redução da sobrecarga docente”, diz Conceição Fornasari, presidente da Fepesp. O Sindicato também cobra licença-maternidade de 180 dias, ampliação da licença-paternidade e um plano de recomposição salarial.
A expectativa é que o SIEESP apresente uma nova proposta após assembleia patronal nesta sexta-feira, 4 de abril. O Sinpro convoca os professores a acompanharem as atualizações e se prepararem para a assembleia decisória.