No próximo domingo (7), o Movimento Nacional Mulheres Vivas realizará atos em diversas capitais para denunciar o aumento dos casos de feminicídio no Brasil. Até o momento, já foram confirmadas manifestações em ao menos 15 cidades. Em Porto Alegre e Belém, o ato acontecerá no sábado (6).

“O Brasil atravessa uma escalada brutal de agressões, ameaças e assassinatos de mulheres. A impunidade avança, o ódio se normaliza e grupos misóginos tentam rebaixar, desumanizar e atacar direitos conquistados com décadas de luta”, dizem os organizadores do movimento. (Leia o manifesto no final da matéria).

Somente na cidade de São Paulo foram registrados 53 casos de feminicídio entre janeiro e outubro. O número já é o maior desde 2015, quando a série histórica foi iniciada. No estado, foram 207 casos no mesmo período. Além das 53 ocorrências na capital, houve 101 registros no interior e 40 na região metropolitana. O total representa um aumento de 8% em relação ao ano passado, quando o estado somou 191 feminicídios entre janeiro e outubro. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Na última semana, Tainara Souza Santos, de 30 anos, foi arrastada por um carro na Marginal Tietê, na zona norte de São Paulo. Ela teve as duas pernas amputadas e está internada em estado grave. O agressor é Douglas Alves da Silva, de 26 anos, com quem Tainara manteve um relacionamento. Ele está preso e é alvo de um inquérito policial.

“07/12 é decisivo. Este é o dia em que mostramos que mulheres vivas, organizadas e unidas movem este país — e não serão derrotadas por nenhuma onda de ódio, covardia ou violência”, diz o manifesto dos atos.

Veja os locais dos atos
São Paulo: 7/12, 14h, vão do Masp
Curitiba: 7/12, às 10h, na Pç João Cândido no Largo da ordem
Cuiabá: dia 06/12, às 14h, na Praça Santos Dumond
Campo Grande: 07/12 às 13h horário local, na Av Afonso Pena (em frente ao Aquário do Pantanal)
Fortaleza: 7/12, 16h, Estátua de Iracema Guardiã – Av. Beira Mar
Manaus: 7/12, 17h, Largo São Sebastião
Rio de Janeiro: 7/12, 12h, Posto 5 – Copacabana
Porto Alegre: 6/12, 17h, Praça da Matriz
Belo Horizonte: 7/12, 11h Praça Raul Soares
Brasília: 07/12, às 10h, na Feira da Torre de TV
São Luís: 07/12, às 9h, na Praça da Igreja do Carmo, Feirinha
São José dos Campos (SP): 7/12,15h, Largo São Benedito
Belém: 06/12, 8h, Boulevard da Gastronomia
Teresina: 07/12 às 17h, Praça Pedro ll

Lula se emocionou ao comentar feminicídio no Brasil

Na terça-feira (2), o presidente Lula (PT) falou, em discurso em Pernambuco, sobre a violência contra as mulheres. Lula se emocionou durante a fala e defendeu penas mais duras para quem comete esse tipo de crime.

“Que pena que merece um desgraçado desse? Até a morte é suave […]. O que nós estamos precisando é de lição de caráter, de dignidade, de educação, de respeito às nossas companheiras, às mulheres. Se não fossem elas, a gente nem existia”, afirmou Lula.

No Congresso, a Bancada Feminista do PSol apresentou oficialmente um requerimento para instaurar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de investigar o aumento dos feminicídios em São Paulo.

Leia o manifesto do movimento ‘Mulheres Vivas’

“Não poderíamos nos omitir diante a grave constatação da epidemia sistemática do aumento da violência contra as mulheres.

TODO(a)s às ruas contra a epidemia de feminicídio, alimentada e amplificada por discursos machistas e misóginos que se espalham pela internet como veneno. O que vemos hoje não são casos isolados: é um movimento organizado, ruidoso e perigoso, que tenta empurrar as mulheres de volta ao silêncio, à submissão e à violência.

O Brasil atravessa uma escalada brutal de agressões, ameaças e assassinatos de mulheres. A impunidade avança, o ódio se normaliza e grupos misóginos tentam rebaixar, desumanizar e atacar direitos conquistados com décadas de luta.

Mas nós não aceitamos.
Não vamos recuar.
Não vamos nos calar.

Cada violência é uma chamada à ação.
Cada ataque é um alerta.
Cada tentativa de silenciamento é um empurrão para que sejamos ainda mais numerosas, mais fortes e mais presentes.

E é por isso que o dia 07/12 é decisivo.

Este é o dia em que mostramos que mulheres vivas, organizadas e unidas movem este país — e não serão derrotadas por nenhuma onda de ódio, covardia ou violência.

Vem ocupar a rua, somar força, exigir respeito e defender a vida das mulheres.
Vem dizer basta ao machismo, ao feminicídio e a todos os que tentam nos silenciar.

Nossa voz é mais poderosa do que o ódio deles.
Nossa presença transforma.
Nossa luta salva vidas.

É na rua que nos defendemos.
É na rua que avançamos.
É na rua que mostramos que não há retrocesso possível”.

Fonte: ICL / Foto: Fernando Frazão-Agência Brasil

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