O Sinpro Campinas e Região manifesta sua firme condenação a qualquer forma de intervenção externa que viole a soberania da Venezuela e comprometa a estabilidade da América Latina. Ações militares, ameaças políticas e iniciativas de força atribuídas ao governo dos Estados Unidos, sob a condução de Donald Trump, afrontam princípios básicos do direito internacional e negam o direito dos povos de decidirem seus próprios destinos. Episódios de violência, seguidos de explosões em Caracas e em outras regiões do país, assim como a detenção do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa e do assassinato de militares que faziam a guarda presidencial, configuram uma escalada grave e inaceitável.
Esse tipo de ofensiva extrapola as fronteiras nacionais e representa uma ameaça ao conjunto da América Latina. A experiência histórica demonstra que intervenções — diretas ou indiretas, militares ou econômicas — não produzem sociedades mais justas nem fortalecem a democracia. Pelo contrário, tendem a aprofundar conflitos, restringir direitos e impor sacrifícios sobretudo às populações trabalhadoras.
Alinhado às manifestações da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), o Sinpro Campinas e Região reafirma a necessidade de preservar a soberania nacional, a autodeterminação dos povos e a busca permanente por soluções pacíficas. A região não pode abrir mão do diálogo, da cooperação e da construção de respostas próprias para seus desafios históricos e atuais.
Enquanto entidade representativa dos trabalhadores da educação, entendemos que a reflexão crítica sobre a realidade internacional, o combate a visões simplistas e a valorização do conhecimento histórico são responsabilidades inerentes à nossa atuação social. Defender a Venezuela, neste contexto, significa defender o respeito entre as nações, a paz regional e a dignidade dos povos latino-americanos. Expressamos, assim, nossa solidariedade ao povo venezuelano e reafirmamos nosso repúdio a toda forma de imperialismo e ingerência externa.
Sinpro Campinas e Região

