A campanha salarial dos professores do Senac São Paulo entra no mês de março com pontos centrais ainda sem resposta efetiva por parte da direção da instituição. Na segunda rodada de negociações, realizada em 25 de fevereiro, a representação da Fepesp e dos sindicatos da base reafirmou a pauta apresentada para o Ensino Médio e o Ensino Superior, cobrando avanços concretos.
No Ensino Médio, as reivindicações principais são objetivas e estruturantes: salário de 50 reais por hora-aula a partir de março e vale-refeição de 50 reais, proporcional aos dias trabalhados, para todos os professores.
“Estamos falando de medidas básicas de valorização. Não se trata de pauta maximalista, mas de reconhecimento mínimo da importância do trabalho docente nas unidades do Senac”, afirma Walter Alves, presidente do Sinpro Santos e Diretor de Assuntos Relacionados ao Ensino Básico e à Educação Superior da Fepesp.
No Ensino Superior, a pauta envolve reajuste salarial, abono de 18%, extensão do vale-refeição para cada dia de trabalho e a revisão do plano de carreira. Hoje, grande parte dos docentes permanece concentrada nos primeiros níveis da estrutura, tanto entre horistas quanto mensalistas, o que evidencia ausência de mobilidade efetiva ao longo dos anos.
“Há professores que permanecem anos nos dois primeiros degraus da carreira. Isso demonstra que o plano precisa ser revisto para garantir perspectiva real de progressão”, destaca o dirigente.
Durante a rodada, a direção do Senac limitou-se a sinalizar disposição para aplicar a média dos índices inflacionários entre março de 2025 e fevereiro de 2026. A reposição inflacionária é um elemento tradicional das campanhas salariais, mas não responde às reivindicações estruturais apresentadas.
“A inflação é referência histórica nas negociações, mas nossa pauta vai além da mera recomposição. Estamos discutindo carreira, condições de trabalho e valorização efetiva”, pontua Walter.
Não houve avanço substancial na segunda rodada. As próximas reuniões estão previstas para os dias 11, 18 e 25 de março, quando a federação e os sindicatos da base manterão integralmente as reivindicações protocoladas.
Paralelamente, está em estudo a realização de um encontro estadual da categoria, com o objetivo de ampliar o debate e fortalecer a mobilização dos professores em todo o estado.
“A campanha salarial exige unidade e participação. Seguiremos dialogando, negociando e informando cada etapa do processo. A valorização docente depende de mobilização organizada”, conclui o dirigente.
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