A assembleia estadual remota dos professores do Sesi e Senai, realizada na noite de quinta-feira, 26 de março, rejeitou a contraproposta apresentada pela direção patronal e indicou um conjunto de ações e estratégias de mobilização, com o objetivo de retomar as negociações com o apoio e a legitimidade do corpo docente.
A ampla maioria das pessoas que participaram da assembleia decidiu manter a pauta original de reivindicações, especialmente no que se refere ao conjunto de itens econômicos voltados à recomposição do poder de compra: 5% de reajuste ou abono salarial, além de medidas de valorização profissional e atenção ao adoecimento mental decorrente da sobrecarga de trabalho.
A assembleia também aprovou, com 87% dos votos, que professores e professoras passam a estar, a partir deste momento, em estado de greve. Trata-se de um instrumento de sinalização de que a categoria está insatisfeita com a forma como suas reivindicações vêm sendo tratadas na mesa de negociação, evidenciando desrespeito ao trabalho desenvolvido nas unidades de ensino e, ao mesmo tempo, fortalecendo a atuação da comissão que a representa.
Entre as deliberações da assembleia estão a produção de uma carta explicando as condições enfrentadas por professores e professoras e denunciando a postura desrespeitosa da direção do Sesi, que será distribuída nas entradas das unidades de ensino, além de materiais informativos e de mobilização que serão entregues durante visitas às escolas. Também está prevista a utilização das mídias locais para dar visibilidade à legitimidade da luta docente. A assembleia foi declarada em caráter permanente, o que possibilita a convocação ágil da categoria, sempre que necessário, sem a exigência de prazos legais ou estatutários.
A contraproposta apresentada pelo Sesi na última rodada de negociação desconsidera diversos pontos da pauta de reivindicações e propõe um reajuste de 3,86% (um reduzido 0,5% de ganho real acima da inflação), mas admite a alteração do calendário de férias, fixado entre 29 de junho e 28 de julho deste ano, em resposta à pressão exercida pelas assembleias com falta abonada, além da realização de duas assembleias em dias úteis, também com faltas abonadas.
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