No dia 31 de março de 1964, o Brasil iniciou uma das páginas mais sombrias de sua história. Com o golpe militar, o país mergulhou em uma ditadura que perdurou por mais de duas décadas, silenciando vozes, violando direitos e instaurando um regime de repressão e medo. Embora o golpe tenha sido concretizado no dia 1º de abril, a data de 31 de março passou a ser lembrada simbolicamente, a fim de evitar a associação com o dia da mentira.

Hoje, ao relembrarmos essa data, é essencial olhar não apenas para o passado, mas também para eventos mais recentes. Em 8 de janeiro de 2023, o país assistiu a um ataque flagrante à nossa democracia, com os atos golpistas contra os Três Poderes. Esse episódio trouxe de volta as ameaças de autoritarismo e opressão que o Brasil já viveu, reacendendo o debate sobre a fragilidade de nossa democracia e a necessidade de vigilância constante.

A luta pela memória e pela justiça

As manifestações que tomaram as ruas neste domingo (30), exigindo a punição dos golpistas e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, são um reflexo claro da insatisfação e da resistência do povo contra qualquer forma de impunidade. O grito por justiça não é apenas uma demanda do presente, mas também uma forma de lembrar o que o país sofreu e resistiu durante o regime militar. A sociedade brasileira não aceita retrocessos, e a memória do golpe de 1964, assim como os atentados de 2023, são alertas de que a democracia precisa ser defendida incansavelmente.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee) reafirma seu compromisso com a democracia e a soberania nacional. A luta pela justiça e pela preservação dos direitos conquistados com tanto sacrifício é contínua. O Brasil não pode repetir os erros do passado, e a responsabilização dos envolvidos em crimes contra os preceitos democráticos é fundamental para garantir que a opressão não tenha espaço novamente.

Relembrar para proteger o futuro

Relembrar os 61 anos do golpe militar e os atentados de janeiro de 2023 é um ato de resistência, uma forma de garantir que a história não se repita. Não podemos permitir que a censura e a violência sejam normalizadas de novo. O Brasil já pagou um preço alto demais.

A Contee continuará firme na luta pela preservação da memória histórica e pela defesa de um país democrático. A luta pela justiça e pela liberdade é nossa, e não descansaremos até que a democracia se fortaleça e seja respeitada.

Ainda Estamos Aqui. É preciso lembrar para não esquecer. Ditadura Nunca Mais. Censura Nunca Mais. Opressão Nunca Mais. Sem anistia para os golpistas!

Brasília, 31 de março de 2025

Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (Contee)

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