
Neste sábado, 22 de março, os professores e professoras da rede SESI e SENAI deram um importante passo na luta por seus direitos. Em assembleia, rejeitaram a contraproposta apresentada pelo patronato e aprovaram, por ampla maioria, a deflagração de um movimento de greve. A decisão histórica reflete a insatisfação da categoria com a falta de avanços nas negociações, que já se estendem por quatro meses.
Os educadores reafirmam a necessidade de serem tratados com o respeito devido à sua profissão e destacam que o grupo responsável pelo SESI precisa compreender as especificidades da carreira docente. Entre as principais reivindicações estão: aumento real nos salários, manutenção e ampliação do abono e da hora-atividade, respeito à Lei do Piso no que se refere ao tempo de planejamento e a garantia de que as professoras do PEB I sejam responsáveis por apenas uma turma.
“Estes são alguns dos tantos pontos que foram ignorados ou rejeitados ao longo das negociações. Não podemos aceitar propostas que desconsideram nossas necessidades e a importância do nosso trabalho”, afirmou a professora Paola Guidi, vice-presidente do Sindicato dos Professores de Campinas e Região (Sinpro).
Com a aprovação da greve, os professores agora iniciam os ritos legais do movimento. A próxima assembleia estadual, que será realizada de forma remota na quinta-feira, 27 de março, definirá os rumos da mobilização, dependendo da resposta do SESI à decisão pela greve.
A categoria segue unida e determinada a lutar por melhores condições de trabalho e pelo reconhecimento da sua profissão. O Sinpro Campinas reforça seu apoio aos educadores do SESI e convoca todos os associados e a sociedade a acompanharem e se solidarizarem com essa importante mobilização.
A data de 22 de março ficará marcada como um dia histórico na luta dos professores por dignidade e respeito. A greve é um instrumento legítimo e necessário para garantir que as vozes dos educadores sejam ouvidas.