A subsede da APEOESP de Campinas e Região realizou, no último sábado (14), o relançamento do Comitê Popular em Defesa da Educação Pública e dos(as) Professores(as), iniciativa que busca fortalecer a mobilização em defesa da escola pública e dos direitos da categoria docente.
A atividade ocorre em um momento de intensificação das lutas dos profissionais da educação no estado de São Paulo. Em assembleia estadual realizada no último dia 6 de março, a categoria avaliou os ataques do governo estadual à educação pública e às condições de trabalho dos professores, aprovando como encaminhamento a realização da Operação Braços Cruzados, com greve marcada para os dias 9 e 10 de abril.
Segundo a avaliação dos docentes, a paralisação é uma resposta ao processo de desmonte da educação pública e dos serviços públicos no estado. Entre as ações definidas para ampliar a mobilização estão a realização da Caravana da Educação e a criação de Comitês de Luta, espaços que visam articular educadores, entidades e diferentes setores da sociedade em torno da defesa da escola pública.
A coordenadora da subsede da Apeoesp Campinas, professora Suely Oliveira, destacou que a proposta é aproximar as pautas específicas da categoria das demandas mais amplas da classe trabalhadora, fortalecendo a organização coletiva.
O Sinpro Campinas e Região participou da atividade, representado pela professora Maria Clotilde Lemos Petta, diretora de Cultura do Sindicato, que reafirmou o compromisso da entidade com a mobilização. “O relançamento deste comitê é fundamental para ampliar o diálogo com a sociedade e fortalecer a luta em defesa da educação pública. Estamos diante de um cenário de ataques que exige unidade e organização para garantir direitos, barrar retrocessos e construir uma escola pública de qualidade para todos”, afirmou.
Durante o encontro, também foram destacadas pautas como a defesa da gestão democrática nas escolas, a luta contra a implantação de escolas cívico-militares, a resistência aos processos de privatização da educação e a denúncia do confisco de verbas destinadas ao setor.
O relançamento do Comitê Popular marca, assim, um novo momento de articulação e mobilização em Campinas, com o objetivo de ampliar a participação social e fortalecer a defesa da educação pública no estado de São Paulo.

