Em assembleia docente unificada realizada na noite de 22 de abril, professores do Senac-SP decidiram, por ampla maioria (cerca de 90% dos presentes), rejeitar a contraproposta apresentada pela instituição e intensificar a mobilização em defesa de suas reivindicações.

A categoria deliberou pela adoção imediata de estado de greve, sinalizando disposição de avançar para uma paralisação caso não haja avanços concretos nas negociações. A decisão expressa o descontentamento com os termos apresentados pelo Senac e reforça a unidade dos docentes na luta por melhores condições de trabalho e valorização profissional.

Como parte das estratégias aprovadas, foi convocada uma nova assembleia para o dia 29 de abril, às 19h30, quando a categoria voltará a se reunir para avaliar eventuais desdobramentos das negociações e deliberar sobre a deflagração de greve.

A assembleia também aprovou um conjunto articulado de ações para fortalecer a mobilização nos próximos dias. Entre elas, está a formação de uma Comissão de Mobilização, com a indicação de um ou dois docentes por unidade, responsável por organizar iniciativas locais e ampliar o diálogo com a base.

Está prevista ainda a elaboração de uma Carta Aberta à Comunidade, com o objetivo de informar a sociedade sobre o estado de greve e os motivos da mobilização, além da produção de um segundo Manifesto Docente a ser protocolado junto à direção do Senac.

Os dias 27, 28 e 29 de abril foram definidos como jornadas intensificadas de mobilização. A orientação é que os professores utilizem roupas pretas, bottons e outros símbolos — como a onça-pintada —, reforçando a identidade visual do movimento e a unidade da categoria.

Também estão previstas reuniões com representantes sindicais em diferentes regiões, com o objetivo de fortalecer a articulação local e ampliar o alcance das ações.

A rejeição da proposta patronal e a entrada em estado de greve marcam um novo momento da campanha dos docentes do Senac-SP, que seguem mobilizados em defesa de seus direitos e por avanços concretos nas negociações coletivas.

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