Professores e professoras do Ensino Superior privado no estado de São Paulo rejeitaram a contraproposta apresentada pelas mantenedoras e aprovaram o estado de greve durante assembleia estadual realizada na noite desta quarta-feira, 23 de abril.
A decisão foi tomada com ampla maioria, em uma assembleia que reuniu representantes de todo o estado. A avaliação predominante foi de que a proposta patronal não apenas deixa de atender às reivindicações da categoria, como também promove a retirada de direitos consolidados na convenção coletiva.
Durante a apresentação, dirigentes da federação destacaram que o índice proposto não recompõe adequadamente a inflação e não é aplicado na data-base, criando um período sem reajuste efetivo e sem reflexos em direitos como férias e FGTS. Além disso, parte da recomposição é substituída por pagamento em forma de abono, sem incorporação ao salário.
No campo dos direitos, a proposta altera cláusulas consideradas centrais pela categoria. Entre os pontos mais criticados estão mudanças nas regras de bolsas de estudo, restrições ao acesso ao plano de saúde, flexibilização de garantias de estabilidade e medidas que facilitam demissões e reduções de carga horária.
Para os participantes da Assembleia, o conjunto das alterações representa um movimento de desmonte da convenção coletiva, construída ao longo de décadas de negociação.
Outro aspecto destacado foi o contraste entre a proposta apresentada e os resultados financeiros das instituições de ensino. Dados mencionados durante a assembleia indicam que grandes grupos educacionais registraram lucros expressivos no último período, o que, segundo a avaliação da categoria, torna ainda mais injustificável a ausência de valorização e a tentativa de retirada de direitos.
A Assembleia também apontou que a precarização das condições de trabalho impacta diretamente a qualidade do ensino oferecido aos estudantes, ampliando a necessidade de diálogo com a sociedade sobre os efeitos das propostas em discussão.
Como encaminhamento, foi aprovado o estado de greve e a continuidade das negociações. A próxima assembleia estadual já está convocada para o dia 14 de maio, quando a categoria poderá deliberar sobre uma eventual deflagração de greve, caso não haja avanço nas negociações.
Até lá, a orientação é intensificar a mobilização, ampliar a comunicação com professores, estudantes e a sociedade e reforçar a participação nas atividades organizadas pelos sindicatos.
Serviço
Assembleia Estadual Unificada do Ensino Superior
📅 Data: 14 de maio
🕒 Horário: a divulgar
💻 Formato: a divulgar
Mais informações serão divulgadas em breve. Fique atento aos canais de comunicação do Sinpro Campinas e da Fepesp.

