O Sindicato dos Professores de Campinas e Região manifesta solidariedade aos profissionais da educação, estudantes e famílias da Rede Municipal de Campinas que promovem, na próxima terça-feira (26), manifestação e aula pública em defesa da educação pública, democrática e inclusiva. O ato ocorrerá a partir das 16h30, no Paço Municipal, reunindo diferentes segmentos da comunidade escolar diante do avanço de medidas que vêm sendo denunciadas como ataques à autonomia pedagógica, à valorização docente e à gestão democrática da educação no município.
Sob o lema “Quem define as rotas da nossa rede somos nós”, o movimento denuncia a centralização das decisões por parte da Secretaria Municipal de Educação, o aprofundamento de processos de terceirização e privatização e o enfraquecimento dos espaços coletivos de participação nas escolas. Entre as principais preocupações apresentadas estão a precarização das condições de trabalho, a imposição de currículos padronizados, a adoção de avaliações externas e a transferência de serviços da educação especial e da educação infantil para organizações terceirizadas.
A mobilização também surge como resposta ao tratamento desrespeitoso direcionado aos educadores da Rede Municipal por integrantes da atual gestão da educação. Em manifesto divulgado pelos organizadores, educadores criticam declarações da secretária Patrícia Adolf Lutz que, segundo o movimento, expressam uma visão autoritária e desqualificadora do trabalho docente, ao sugerir que professores e gestores da rede atuavam “sem norte” antes da atual administração.
A reação das comunidades escolares reafirma um princípio fundamental: não existe educação pública de qualidade sem valorização dos profissionais da educação, participação democrática e respeito à experiência construída historicamente pela Rede Municipal de Campinas — reconhecida nacionalmente por práticas pedagógicas inovadoras, gestão participativa e compromisso com a formação integral dos estudantes.
Os organizadores reivindicam mais investimentos públicos em educação, valorização profissional, realização de concursos públicos, fortalecimento da educação inclusiva, redução do número de estudantes por turma e retomada da construção coletiva das diretrizes curriculares da rede.
O Sinpro Campinas considera legítima a mobilização e reforça a importância da unidade entre educadores, famílias e estudantes na defesa de uma escola pública socialmente referenciada, inclusiva, democrática e comprometida com os direitos da população.

