Os professores do Ensino Superior da rede privada representados pelo Sinpro Campinas e Região devem ficar atentos aos próximos pagamentos. Conforme os termos econômicos da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2026, divulgados em comunicado conjunto pelo SEMESP e pela FEPESP, o reajuste salarial de 3,45% passa a valer a partir de 1º de julho de 2026. Isso significa que os valores pagos a título de férias a partir dessa data já devem considerar a correção salarial prevista no acordo, bem como um terço constitucional: dois dias antes do início das férias.
Compensação pelas diferenças salariais
Para compensar o período em que o reajuste ainda não havia sido aplicado, os professores receberão uma parcela correspondente a 15,35% da remuneração mensal bruta de fevereiro de 2026.
O pagamento deverá ser realizado até o 5º dia útil de setembro de 2026, preferencialmente na forma de PLR ou, alternativamente, como Abono Especial.
Essa parcela tem o objetivo de recompor as diferenças decorrentes da não aplicação do reajuste de 3,45% entre março e junho deste ano.
Nova parcela de PLR ou Abono em 2027
Além da compensação referente ao reajuste, a Convenção Coletiva também garante aos professores o pagamento de uma nova parcela equivalente a 10,5% da remuneração mensal bruta de dezembro de 2026.
O valor deverá ser pago até o 5º dia útil de fevereiro de 2027, também preferencialmente na forma de PLR ou, alternativamente, como Abono Especial.
O comunicado destaca ainda que não será permitida a compensação dessa parcela com eventuais pagamentos de PLR ou abonos realizados em anos anteriores ou por liberalidade das instituições de ensino.
Direitos preservados em caso de desligamento
Outro ponto importante do acordo é a garantia de que professores que tiverem seus contratos rescindidos ao longo de 2026 — seja por iniciativa da instituição ou por pedido de demissão — não perderão os benefícios conquistados na negociação.
Nesses casos, os profissionais terão direito ao recebimento proporcional:
• da parcela de 15,35% referente às diferenças salariais;
• dos demais valores previstos no acordo;
• da parcela de 10,5% relativa à PLR ou Abono Especial.
Para os desligamentos ocorridos entre março e maio de 2026, o pagamento deverá ser efetuado em até 30 dias após a divulgação do comunicado. Já para as rescisões ocorridas entre junho e dezembro, os valores deverão ser quitados juntamente com as demais verbas rescisórias, observadas as regras de proporcionalidade.
Resultado da mobilização da categoria
Os índices e condições anunciados são resultado da campanha salarial conduzida pela FEPESP e pelos sindicatos integrantes da Federação, entre eles o Sinpro Campinas e Região. O acordo assegura a atualização dos salários, a compensação das perdas decorrentes do período sem reajuste e o pagamento de parcelas adicionais aos trabalhadores da educação superior privada, bem como todas as cláusulas sociais conquistadas.
O Sinpro Campinas orienta os professores a acompanharem atentamente os próximos holerites, especialmente os pagamentos de férias e os vencimentos dos meses seguintes, para verificar a correta aplicação do reajuste de 3,45% e o cumprimento integral dos direitos garantidos pela Convenção Coletiva de Trabalho de 2026.

