O primeiro confronto direto entre o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o ex-ministro Fernando Haddad (PT) na disputa pelo governo paulista aconteceu na noite deste domingo (9), na TV Bandeirantes. O debate durou cerca de duas horas, sob mediação do jornalista Rodolfo Schneider. Com uma postura firme e ofensiva, Haddad usou o espaço para denunciar o desmonte e os retrocessos da atual gestão estadual, destacando a queda na qualidade da educação, os gargalos na segurança pública e os prejuízos das privatizações.
Únicos participantes do encontro devido aos critérios de representatividade no Congresso, Haddad e Tarcísio fizeram um debate com cara de segundo turno antecipado. A segurança pública foi um dos pontos de maior embate, mas a situação da educação pública paulista também tomou marcou o confronto. Haddad mostrou que São Paulo despencou da 3ª para a 10ª posição no índice do Ideb no ensino médio e alertou que a alfabetização infantil no estado está abaixo da média nacional. Tarcísio admitiu que os números não são bons e tentou defender sua gestão citando a expansão do ensino em tempo integral e de cursos profissionalizantes.
Na economia, Haddad atacou forte a onda de entregas do patrimônio público promovida por Tarcísio, como a privatização da Sabesp e as concessões das linhas da CPTM. O ex-ministro lembrou os constantes problemas enfrentados pela população, como falta de água, aumentos de tarifa e falhas graves no serviço, incluindo o recente incêndio em um trem concedido. Tarcísio voltou a defender as privatizações com o discurso neoliberal de atração de investimentos.
Nacionalização e alinhamento com Bolsonaro
A política nacional esteve presente durante todo o confronto. Haddad cobrou o governador por esconder e não reconhecer os investimentos do governo do presidente Lula em São Paulo, como as obras do túnel Santos-Guarujá e o programa de renegociação das dívidas estaduais. De acordo com Haddad, a demora de Tarcísio em aderir ao acordo fez o estado perder cerca de R$ 1 bilhão por mês.
O clima esquentou quando o ex-ministro perguntou diretamente se Tarcísio tinha vergonha de Jair Bolsonaro. O governador respondeu que não tem vergonha, reafirmou sua gratidão e mandou um abraço ao ex-presidente. Haddad criticou a postura da extrema direita diante de medidas protecionistas internacionais e cobrou postura do governador que usou o nome do movimento MAGA.
Enquanto Haddad expõe as falhas da administração e o alinhamento de Tarcísio com o bolsonarismo, o atual governador tenta defender seu projeto de privatizações.
A campanha oficial começa no dia 16 de agosto, e o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro.
Fonte: com informações do Vermelho
Sindicato dos Professores de Campinas e Região

