MANIFESTO DO SINPRO CAMPINAS E REGIÃO
Aprovado em seu XII Congresso, realizado em 15/8/2026

Os/as 158.745.463 eleitores/as aptos/as a votar, segundo dados do TSE, nas eleições de 2026, temos encontro marcado com o voto livre e universal, que é o símbolo maior da ordem democrática: o dia 4 de outubro próximo.
Nesse dia, escolheremos o presidente da República, 513 deputados federais, 54 senadores, 27 governadores, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais. Nossas escolhas decidirão o Brasil que queremos, para o presente e o futuro.
No plano federal, a eleição do Presidente da República, indiscutivelmente, terá caráter plebiscitário, pois, por mais que muitos queiram negar, faremos a escolha entre dois projetos de Brasil, e não simplesmente entre projetos de governo, como seria o normal e o ideal.
De um lado, temos o presidente Lula, candidato à reeleição, representando o respeito, a manutenção e o fortalecimento da ordem democrática efetiva, pela qual lutamos décadas a fio e que só conseguimos implantar com a Constituição Federal de 1988.
De outro lado, temos a candidatura de Flávio Bolsonaro, que representa a negação absoluta de todos os fundamentos da República, que são: soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana, valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e pluralismo político (art. 1º da CF); e que tem como objetivo maior a consumação da abolição do Estado Democrático de Direito, tentada e felizmente fracassada em 8 de janeiro de 2023.
Tal candidato já afirmou e reafirmou que, se eleito, subirá a rampa com Jair Bolsonaro e que anistiará todos os golpistas de 8 de janeiro de 2023. Segundo o coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho, relator da reforma trabalhista de 2017, suas prioridades de governo são uma nova reforma da Previdência Social e da legislação trabalhista, para suprimir o que delas restou.
Se para alguém ainda paira alguma dúvida sobre os propósitos do candidato Flávio Bolsonaro, basta que se tome a PEC 12/2026, assinada por ele, Rogério Marinho e outros 39 senadores, visando a implantar, em definitivo e com selo constitucional, o contrato de trabalho por hora trabalhada, que nada mais é que zero hora de trabalho e zero direito, pois condiciona salário, férias, 13º salário, FGTS e aviso-prévio ao número de horas trabalhadas, se e quando acontecer, e nada mais.
No plano internacional, será o fim da soberania nacional e o domínio total da extrema direita não apenas no Brasil, como em toda a América Latina, menina dos olhos do imperialismo estadunidense. O desenvolvimento tecnológico e industrial sustentável e a valorização do trabalho se tornarão impossíveis, e se acirrarão o mandonismo do agro e do extrativismo mineral em mãos alheias, que prezam pelo neocolonialismo no país.
Por essas incontestáveis razões, não há espaço para dúvidas e/ou tergiversação (desculpas e evasivas): ou se opta pela reeleição do presidente Lula, tendo como único bom propósito o de manter e fortalecer os fundamentos da República, sem os quais não se constrói futuro decente; ou se opta por Flávio Bolsonaro, pondo fim ao Estado Democrático de Direito e dando adeus ao futuro justo e decente.
O Sinpro Campinas, fiel aos princípios e aos compromissos programáticos que o norteiam desde sua retomada, em 1981, tem lado: opta pela reeleição do presidente Lula, por toda a esperança que ela encerra. Bem assim, recomenda a todos os professores e professoras a quem tem o dever constitucional de bem representar que também o façam, para que, juntos, possamos ter perspectiva de presente e futuro.

Campinas, 15 de agosto de 2026

Sindicato dos Professores - Campinas e Região

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