Reunião realizada no sábado (29) consolidou conquistas da campanha salarial e definiu desconto de 3% para fortalecer a atuação sindical
A assembleia das professoras e professores das escolas Colaboradoras e Bem-Querer, convocada pelo Sinpro Campinas e Região e realizada no último sábado, 29 de agosto, aprovou por unanimidade os resultados da Campanha Salarial 2026 e a contribuição assistencial de 3%.
A campanha deste ano foi marcada por dificuldades e por um processo mais prolongado do que o previsto, em função de um impasse jurídico com a Prefeitura de Campinas. A Secretaria de Educação tentou retirar o vale-refeição da categoria, o que exigiu a atuação do Sindicato, por meio de parecer jurídico que comprovou a ilegalidade da medida.
A manutenção do vale-refeição — inclusive para docentes que participam de reuniões e outras atividades, mesmo trabalhando em apenas um período — foi uma das principais conquistas da campanha.
Além disso, o acordo garantiu:
- Reajuste salarial de 4,95%, com ganho real, pago no quinto dia útil de agosto;
- Abono de 21,9% para compensar perdas de março a julho, calculado sobre o salário de fevereiro de 2026, com pagamento no quinto dia útil de agosto ou setembro;
- Abono adicional de 18% a ser pago em outubro;
- Valorização do piso salarial em 10%;
- Manutenção de todas as cláusulas sociais da Convenção Coletiva.
Durante a assembleia, também foi aprovada por unanimidade a contribuição assistencial de 3%, a ser descontada no salário de outubro, com repasse ao Sindicato em novembro (constando no holerite do quinto dia útil).
O Sinpro destacou que a sustentação financeira da entidade é fundamental para garantir conquistas como as obtidas nesta campanha, especialmente diante da necessidade de mobilização e de atuação jurídica especializada ao longo das negociações.
Ficou definido ainda o período de oposição à contribuição assistencial, que ocorrerá de 4 a 18 de setembro, das 10h às 15h, nas mesmas condições já praticadas anteriormente.
Por fim, o Sindicato informou que notificou a instituição Anhanguera e solicitou a abertura de foro conciliatório, uma vez que docentes da base ainda não receberam o reajuste salarial nem o abono previstos no acordo.
A assembleia reafirma a importância da organização coletiva e da participação da categoria para a defesa de direitos e a conquista de avanços concretos.

