A eleição para a Presidência da República será decidida em segundo turno, no dia 25 de outubro, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Embora tenha terminado o primeiro turno atrás do candidato do PL, Lula mantém condições de vencer a disputa e chegar à reeleição.
Com 99,97% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro obteve 47,04% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,15%. A diferença entre os dois candidatos deixa em aberto a definição da eleição, que agora entra em uma nova etapa.
O resultado também evidencia o avanço da extrema direita no cenário político brasileiro. Para além da disputa entre candidaturas, o segundo turno coloca em jogo diferentes projetos de país e concepções sobre democracia, direitos e participação social. O fortalecimento de forças políticas associadas à extrema direita representa uma ameaça à democracia e exige atenção e mobilização daqueles que defendem as instituições democráticas e os direitos conquistados pela sociedade.
O segundo turno exige mobilização
Com a eleição ainda em aberto, o segundo turno será um momento de forte disputa política. Para o movimento sindical e para os setores comprometidos com a democracia e a educação, os próximos dias serão fundamentais para o debate e a mobilização.
A ameaça representada pelo avanço da extrema direita não pode ser tratada como uma questão menor. A defesa da democracia, dos direitos sociais e dos interesses dos trabalhadores passa também pela escolha que será feita nas urnas em 25 de outubro.
A disputa continua. Lula está no segundo turno e pode vencer.

