
Após dois dias de greve, os professores do Sesi no Estado de São Paulo decidiram retomar as aulas nesta quarta-feira (2). A decisão se deu em assembleia na noite de ontem (1º/04), logo após a rede SESI-SP ser obrigada a voltar às negociações pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT-SP). A manutenção do estado de greve e a mobilização estadual da categoria continuam.
Na reunião, cerca de 800 professores e sindicatos filiados à Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp), os docentes aceitaram a proposta de negociação mediada pelo TRT, seguindo a sugestão da juíza Luciana Bezerra de Oliveira, que propôs uma “cláusula de paz” durante audiência de conciliação na tarde de terça-feira. A primeira sessão de negociação com mediação judicial ocorrerá hoje, às 16h.
Campanha salarial e reivindicações
No Estado de São Paulo, cerca de 4 mil professores do Sesi têm data-base em 1º de março. A Fepesp e os sindicatos exigem um reajuste salarial com ganho real de 2,5%, proposta até agora rejeitada pelos representantes patronais, que oferecem apenas 0,33%. “Consideramos a proposta indecente. Se o SESI insistir nisso, não vamos aceitar de forma alguma. Está muito abaixo de um reajuste digno e justo, que realmente valorize o trabalho docente”, disse Conceição Fornasari, presidente do Sinpro Campinas e Região.
A campanha salarial dos professores começou em dezembro de 2024, com assembleias realizadas pelos sindicatos para definir as pautas reivindicatórias. Onze rodadas de negociação foram realizadas até o momento, mas sem avanços significativos por conta da postura inflexível da rede SESI-SP.
Estado de greve mantido e próximos passos do movimento
Apesar do retorno às aulas, os professores reforçaram a necessidade de permanecerem mobilizados. Com o estado de greve mantido, a categoria poderá retomar a paralisação rapidamente, caso as negociações não avancem. “Todas as propostas discutidas no TRT serão submetidas à avaliação de uma assembleia estadual, para a qual todos serão convocados”, informou Celso Napolitano, presidente da Fepesp.
Sinpro Campinas, com informações da Fepesp e TVT News