A Diretoria do Sinpro Campinas e Região manifesta seu repúdio à violência cometida pela Polícia Militar do Estado de São Paulo contra estudantes da USP no último domingo (10). Sob o comando do governador Tarcísio de Freitas — cuja gestão tem sido um verdadeiro desastre para a Educação paulista —, a tropa agiu a pedido da reitoria, atacando uma ocupação que era pacífica e tinha caráter legítimo de luta.
Ao invés de sentar para negociar, a reitoria preferiu chamar a força policial para agredir, lançar bombas de efeito moral e criminalizar seus próprios alunos, que pediam a reabertura de canais de diálogo. Em pleno século XXI, ainda assistimos à universidade pública ser tratada como caso de polícia. Isso é inadmissível.
Como sindicato que representa professoras e professores, reafirmamos nosso compromisso histórico com a defesa da educação pública, democrática e de qualidade. Por isso, estamos ao lado dos alunos e de sua justa resistência. Repressão dentro do campus é herança dos anos de chumbo, não pode ser normalizada em um estado dito democrático.
Diante de mais um ataque covarde promovido pela gestão Tarcísio e pela reitoria da USP, convocamos toda a comunidade escolar e acadêmica da nossa base a não se calar. Amanhã, a luta segue nas ruas: apoiamos o ato convocado para as 14h, em São Paulo, no CRUESP, e conclamamos a presença de quem possa participar.
A diretoria do Sinpro Campinas e Região solidariza-se integralmente com os estudantes da USP e com o movimento grevista. Lutar não é crime — e não vamos deixar que tentem nos convencer do contrário.
Diretoria do Sinpro Campinas e Região
Campinas, 11 de maio de 2026

