Professores da base do Sinpro Minas, em Belo Horizonte e Região, aprovaram em assembleia realizada nesta terça-feira (16) a deflagração de greve por tempo indeterminado. A paralisação é uma resposta à tentativa do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe/MG) de condicionar a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2025/2026 — vencida desde 31 de março — à sua divisão em dois instrumentos distintos, um para o ensino superior e outro para a educação básica.
A proposta patronal tem sido rejeitada pela categoria por enfraquecer o poder de negociação dos professores. Segundo o Sinpro Minas, houve disposição para o diálogo desde o início das negociações, inclusive com a defesa da renovação da convenção sem alterações e com reajuste limitado à inflação. Ainda assim, o setor patronal manteve uma postura considerada intransigente, o que levou o impasse ao dissídio coletivo, em tramitação no Tribunal Regional do Trabalho.
Sem a assinatura da CCT, direitos importantes da categoria ficam suspensos. Mais de 50 cláusulas deixam de ter validade, afetando diretamente a remuneração e as condições de trabalho. Estimativas indicam que entre 35% e 48% do salário dos docentes dependem de itens previstos na convenção, como adicionais, extraclasse e tempo de serviço, além de garantias como piso por aula, bolsas de estudo, férias coletivas e limites de jornada.
Diante desse cenário, a categoria optou pela greve como forma de resistência e pressão por negociação. Uma nova assembleia está convocada para sexta-feira (18), às 9h30, no auditório da Fundac, em Belo Horizonte, para avaliar os rumos do movimento.
Para a presidenta do Sinpro Campinas e Região, Conceição Fornasari, a mobilização dos docentes mineiros expressa a importância da unidade sindical na defesa dos direitos. “A tentativa de fragmentar a convenção coletiva representa um grave retrocesso. Toda a nossa solidariedade aos professores e professoras de Minas Gerais e ao Sinpro Minas, que têm demonstrado firmeza na defesa da categoria.”, disse.

